Jean Booth, uma mulher de meia-idade, perdeu milhares de reais em um golpe do amor. Ela sabia que o homem com quem se correspondia não existia, mas continuou o relacionamento virtual e enviou dinheiro.

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Em uma tarde chuvosa de agosto, Jean Booth subiu as escadas de um restaurante tailandês em um centro comercial, sacudiu o cabelo azul na altura dos ombros e pegou o celular. Ela mordeu o lábio; não havia mensagens. Jean era vítima de um golpe do amor: há meses se correspondia com um homem que sabia não ser real, mas com quem desenvolveu um forte vínculo emocional. O golpista, que usava fotos roubadas e uma identidade falsa, pedia dinheiro para emergências médicas e viagens para encontrá-la.
Jean enviou quantias que somaram milhares de reais, mesmo desconfiando da farsa. O prejuízo financeiro foi significativo, mas o impacto emocional foi ainda maior: ela se sentiu envergonhada e isolada. O caso ilustra como os golpistas exploram a solidão e a necessidade de afeto para aplicar o golpe do amor.