Criminosos abordam vítimas pelo WhatsApp oferecendo pagamento por tarefas simples como curtir posts — mas o esquema é uma pirâmide financeira que exige pagamentos via Pix.
Um esquema de pirâmide financeira vem sendo disseminado no Brasil sob a fachada de "trabalho remoto" ou "renda extra", segundo levantamento noticiado pela revista Exame. Criminosos abordam potenciais vítimas por WhatsApp, Facebook e Telegram, oferecendo remuneração para tarefas simples de marketing digital — como seguir perfis, curtir publicações ou deixar avaliações positivas em produtos.
A dinâmica segue um padrão: no início, a vítima recebe pequenos valores como forma de gerar confiança. Depois, é convencida a investir quantias maiores — sempre via Pix — para "desbloquear" tarefas mais bem pagas ou etapas seguintes de um suposto programa de missões. A partir daí, os pagamentos param e o contato desaparece.
Levantamentos citados no estudo apontam que cerca de um terço desses golpes exige pagamento exclusivamente via Pix, e o WhatsApp está presente em quase 65% dos casos analisados entre 2025 e 2026.